Índia e Dentista!
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| Tenile: Mulher, índia e dentista |
Esta moça da foto é Tenile Mendes, de 22 anos, ela é uma meio índia - filha de um kaingang com uma descendente de italianos. Acabou de se formar em odontologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua aldeia é a Pinhalzinho, da etnia kaingang, fica na Terra Indígena Xapecó dentro do município de Ipuaçu, em Santa Catarina.
Embora seja índia, ela não quer apito!
Mesmo não tendo conseguido aprender a língua da aldeia, onde viveu com a família até os 13 anos e depois disso, ter mudado para a cidade de São Domingos, a 15 quilômetros da aldeia, a nossa brava guerreira entrou no curso de Odonto após fazer vestibular específico para indígenas. A UFPR mantém cotas suplementares em todos os cursos, para índios. Eles fazem um vestibular entre eles e podem optar por fazer prova de línguas kaingang e guarani. A jovem é a primeira índia a se graduar pela instituição paranaense.
Agora, vai arrumar as boquinhas do seu ‘povo’, como ela gosta de falar, através da “boquinha” que arrumou na recém-criada Secretaria da Saúde Indígena do Ministério da Saúde.
A jovem índia, que precisou da aprovação das lideranças da aldeia onde cresceu para confirmar a inscrição no vestibular, já está com o seu discurso anti-colonizador, bem ao gosto dos criadores de cotas:
“Estou feliz porque, com tudo que meu povo sofreu todos esses séculos no Brasil, desde a chegada dos portugueses, é um modo de retribuir. Nós somos uma minoria, porque isso é resultado da colonização.”
Na universidade, Tenile aproveitou para estudar políticas públicas indígenas...
Fonte: G1

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1 Comentário:
Pois é Leo, esse post nos mostra que é preciso uma total mudança em nossa política indígena. Para a Lei, os povos indígenas não são considerados brasileiros e são 'relativamente capazes' (Lei 6.001/76),necessitando da tutela do estado. Entretanto, está ai o exemplo da 'doutora' Tenile para provar o contrário. Valeu!
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